Você achou que o universo Tiberium tinha uma história louca? Isso porque você não sabe então sobre o universo Red Alert.
Command & Conquer Red Alert
Em 1946, Albert Einstein criou um dispositivo chamado “Chrono Sphere” para voltar no tempo e alterar a história para sempre. O seu objetivo era encontrar Adolf Hitler antes de sua ascensão e matá-lo. E assim o fez… Mas já ouviram falar que tudo que se modifica no passado altera o presente? Pois então. Com essa alteração, a Alemanha nazista nunca existiu, fazendo com que a União Soviética crescesse de forma absurda.
A Segunda Guerra Mundial nunca aconteceu. Em lugar dela, começou uma guerra sangrenta entre a União Soviética e os Aliados, liderados pelos Estados Unidos. É como se a Guerra Fria fosse “quente” (perdão pelo trocadilho) e tivesse sido antecipada.
Neste jogo, ao contrário do C&C original, temos mais super-armas: míssil nuclear, tele-transporte e invencibilidade temporária de algumas unidades (não tinha nada melhor do que teletransportar unidades invencíveis para o meio da base inimiga). No lugar de torres lançadoras de raios mortais, temos torres lançadoras de raios elétricos (chamadas “Tesla Coil”, em homenagem a Nikolas Tesla, mestre da eletricidade).
Com duas expansões e versões para console (teve a versão “Retaliation” para PlayStation, com todas as expansões embutidas), ficou bastante conhecido por oferecer uma missão secreta em que você enfrentava formigas gigantes. Além disso, uma figura conhecida por todos nós surge e diz que irá fundar uma Irmandade (é essa mesmo que estão pensando). O jogo pode ser baixado gratuitamente no site da EA.
Command & Conquer Red Alert 2
Após a derrota Soviética no primeiro jogo, os Aliados escolhem uma pessoa para ser encarregada de tocar para frente a Mãe Rússia. Mas é claro que nem tudo dá certo… Em uma bela manhã, o Pentágono entra em contato com o então presidente e informa que os Soviéticos estão invadindo os EUA, por ar (com zepelins armados até os dentes e aviões cheios de paraquedistas) e por mar (com transportes híbridos carregados de tanques e lançadores de mísseis V3).
Aliás, a minha estratégia preferida no jogo era construir dezenas desses zepelins, pois além de serem super fortes, eram difíceis de abater (em compensação, extremamente lentos). Este jogo ficou mais conhecido por possuir um personagem psíquico, que na verdade era o grande vilão por trás da invasão soviética. O nome dele é Yuri, que domina mentes humanas e faz com que as pessoas sigam sua vontade. Inclusive você tem a possibilidade de usar diversos “Yuris” no campo de batalha, dominando tanques e infantaria e colocando-os contra eles mesmos.
O jogo também inovou nas super armas utilizadas: além dos mísseis nucleares, tele-transporte e invencibilidade do primeiro Red Alert, você tinha à sua disposição o controle de uma tempestade de raios mortais, e na expansão (chamada de Yuri’s Revenge) você podia usar também um dominador psíquico em massa (uau) e um mutador genético, que transformava as unidades inimigas em um determinado raio de alcance em unidades ultra fortes que podiam até destruir tanques (claro, eles ficavam do lado de quem lançou a super arma). Aliás, como se pode perceber, a expansão é focada em Yuri, que dessa vez possui um exército próprio. Isso mesmo: uma luta entre Aliados, Soviéticos e Yuri, com direito a uma batalha na LUA!
O jogo inovou MUITO em comparação a todos os anteriores. Não apenas nos gráficos (que usavam uma engine melhorada do C&C Tiberian Sun). Foi o primeiro jogo da série a ter um sistema de ranking de unidades, onde com o passar das batalhas suas unidades iam ficando mais fortes e resistentes (as melhores unidades eram identificadas com um símbolo de patente militar ao lado delas). Também foi o primeiro jogo a introduzir estruturas civis para serem capturadas (desde poços de petróleo para ganhar mais dinheiro a prédios vazios para lotar de infantaria e atacar inimigos próximos).
Implantou também o conceito de unidades heroicas, unidades de infantaria poderosas e únicas. Estes sistemas são adotados até hoje na franquia. Sem contar também que é o jogo, em minha opinião, que tem mais unidades fantásticas. Tanques armados com prismas lançadores de raios, unidades propagadoras de radiação, snipers, caminhões-bomba… Você podia até selecionar países em específico no modo Skirmish e cada país tinha a sua especialidade. Muito bacana! É o jogo da série que eu mais tenho saudades e o que eu mais joguei.
Command & Conquer Red Alert 3
É o jogo mais recente do universo Red Alert. A história é feita em cima da fúria dos Soviéticos em terem perdido todas as batalhas anteriores. Para reverter isso, os Soviéticos desenvolvem a sua própria máquina do tempo, voltam há diversos anos atrás e matam Einstein, fazendo com que toda a tecnologia usada pelos Aliados não tivesse sido criada (e nem a bomba atômica). Quando os líderes soviéticos voltam à era atual, encontram-se em uma realidade onde os Soviéticos são vitoriosos, os Aliados são mais fracos e uma terceira facção está dando muita dor de cabeça: O Império do Sol Nascente, mais conhecido como Japão.
Foi o jogo mais “esquisito” da série, pois mesclou diversos tipos de construção: os Aliados construíam como o resto da franquia C&C, você mandava construir, esperava ficar pronto e colocava onde quisesse no mapa; os Soviéticos construíam aos poucos, onde você mandava construir em um local e toda uma área de construção surgia, até a estrutura ficar pronta; e os japoneses construíam suas estruturas a partir de veículos pré-determinados para isso (o que ao meu ver é nada prático).
O jogo é bastante colorido e cheio de efeitos, e teve versões tanto para PC quanto para XBOX 360 e PS3. Inovou por possibilitar diversas construções na água. Houve uma expansão, mas que a EA decidiu distribuir apenas online (você não encontrará nas lojas para vender). Nos consoles, teve uma espécie de expansão, chamada “Commander’s Challenge”, onde você precisava passar por inúmeras batalhas em várias partes do globo.
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